sexta-feira, 17 de setembro de 2010

By the way...

Meu nome é Pâmela. Para você: Martini. Gosto de tekila e filmes narrados. Vinte anos de convivência familiar intensa, tornaram-me um animal arisco e descrente do mundo – adoro. Nada mais ácido que a criatividade de uma mente reclusa. Uso botas e anéis nos dedos para fazer doer de primeira, em caso de emergência. Minha sexualidade sempre fora discretamente precoce e meu amor próprio um tanto quanto duvidoso. E nestes últimos anos de vida solo, tenho apenas uma coisa a declarar: Doesn’t matter how fucked up you are, you can always dig the hole a little further.
Ninguém se importa com essa juventude fudida, muito menos com histórias bíblicas de superação... eu conto mesmo assim.
A propósito, sou uma mulher, não assisto nem leio nada que tenha “amor” no título, mas estou sujeita a recaídas hormonais devido meu ciclo menstrual, portanto minha “contribuição” aqui será controlada. Pretendo não transformar tudo isso em uma pedra no rim dos leitores comovidos, nem uma válvula de escape para qualquer ‘dor’ que precise do consentimento público para sarar. Já vivi essa frescura por um bom tempo –aqui-.
O que eu faço? I bite! Yes m’am! E também curso artes visuais, para poder aliviar minha cabeça de tudo que é considerado amoral e perverso. Se funciona? Pelo menos tenho uma boa desculpa para fazer o que faço. E isso sim parece funcionar. Quanto a detalhes biográficos que antecedam pelo menos alguns dias atrás, prefiro me abster.
Prazer: solteira! Entendem?
Traição. Se existe algo mais desonroso que isso, o diabo guardou para os psicopatas. Mas de nada adianta pisar no que já está no chão, muito menos juntar pra soprar e comer de novo. Você é forçado a esquecer. Terminar um relacionamento assim é tão estranho quanto perder um braço e continuar o sentindo por meses a fio. No início você chora feito um idiota, então você quer vingança, negocia a possibilidade de ‘talvez’, tem recaídas diárias e sofre de um comportamento pseudo bipolar. Depois você desce da montanha russa, tonto e enjoado. Vomita, cansa, fica descrente, ardiloso – você treina um braço por dois, entra no jogo, aprende a falar a mesma língua do "inimigo", queima todas as cartas podres do baralho e obedece a hierarquia da sua própria anatomia. Head over the body.
Keep that in mind.
Há menos de duas semana, saí com um velho amigo da esquecível época do design gráfico. Um homem sensível e inteligente - 4x4. Durante a conversa, ele acendia cigarros e falava sobre negócios e sua nova mente empreendedora. Grande coisa. Seus vícios: trabalho, mulher, cigarros, café. O invejei. Um tapa! O rosto mudou, as mãos pararam de tremer. Tive meu último lapso de frescuras e senti um solavanco na cabeça que me deixou tonta - acordei!
Fodam-se as festas, a vibração baixa, os títulos tendenciosos, os interesses! Meu negócio é bater com um martelo até abrir buraco no externo, fugir do óbvio. Minha identidade está implícita e não precisa de estereótipos, de nomes, nem de lugar certo para se afirmar. Esqueçam os floreios, a redescoberta do amor após o 'fim' (óh!), a política, misérias e o diabo a quatro. Estou aqui por puro egoísmo e atual incapacidade de fazer diferente...

Martini, black eye liners, black stripe, boots and sun glasses. O prazer é todo meu. Sempre odiei vestidos e agora sou dona de mim – sem feminismo implícito.

Um comentário:

Priscila Palacci disse...

"sempre odiei vestidos e agora sou dona de mim" ri alto com essa. desejar sorte é pedante demais, te digo apenas que olhe nos cantos, se atire também com a percepção não só com o corpo e terá alguns dias daquela pista vazia... e perfeita.
Te cuida putinha relaxada, do meu jeito torto, ainda estou aqui.